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 Já não é novidade que fiz uma sessão fotográfica nesta gravidez, foi uma das prendas que recebi no baby shower. Confesso que não ansiava fazê-la mas no final adorei. Foi um pouco cansativo para mim, dado que já estava de 31 semanas e a tolerância a que tinha para o esforço de estar de pé era pouca... mas pelo resultado final valeu bem a pena. Senti-me bem, mimada até. Foi engraçado tentar recrutar o Alexandre para participar mas a certa altura pensámos, não vale a pena forçar, e tudo foi fluindo mais naturalmente e ainda conseguimos algumas fotos engraçadas com ele. Não foi sessão de família completa porque o pai não alinha nestas coisas, não tem de todo paciência para fotografias nem muito liga a elas... por isso fui só eu e o Alexandre, tirando algumas finais com a minha irmã e mãe.

 Da primeira gravidez não fiz sessão, e não me arrependi. Agora depois de ter feito esta confesso que me arrependo... adoraria ter fotografias deste género mas agora já sei e acredito que é um investimento que vale a pena. Esta sessão foi feita pela Graziela Costa, e podem ver o seu portfólio por aqui. Ela deixa-nos super à vontade, vai dando sugestões e tem em atenção aquilo que procuramos... se não tiverem ideias não se preocupem porque ela tem imensas e como podem ver pelas fotos abaixo, são enquadramentos lindos.

Tenho uma boa quantidade de fotos mas para não vos massacrar deixo-vos com as minhas preferidas, podem ver a sessão  completa aqui.









 São algumas das minhas fotos preferidas, espero que gostem e que passem pelo portfólio  da Graziela para ver mais do seu trabalho.

Kiss Kiss,
Catarina R.
repouso total

 A semana passada fiz a eco das 32 semanas, de vigilância para monitorizar o crescimento deste rapaz, ou será melhor dizer, rapagão. Está no percentil 90, e como a obstetra me diz, todo ele é grande (ao menos é proporcional pensei eu). Até aqui tudo bem, apesar do tamanho grande, estruturalmente tudo normal com ele e com o meio onde está (claro que não é o ideal este percentil mas uma consequência provável das minhas glicémias menos controladas entre as 28 e as 32 semanas) tirando claro, o colo do útero. Apesar de uma das razões que motivou a minha ida cedo para casa ser um colo curto, parece que é preciso sempre relembrar a questão quando vou fazer as ecos... a médica nem ia fazer a medição, estava a comentar que tendo em conta a posição cefálica dele já era difícil de avaliar assim, até que eu comentei que há menos de 2 semanas era de 22 mm (avaliado na urgência na sequência de uma reacção alérgica que não consegui identificar origem mas que me provocou contracções). Abriu bem o sobrolho e disse que seria melhor avaliar. E pois foi. Em 13 dias passou de 22 mm para 12 mm... ora aquilo que separa o Vicente do resto do mundo era nada mais nada menos que cerca de 1 cm, o que aumentava substancialmente o risco de parto prematuro. Surge então a indicação para repouso total e fazer a maturação pulmonar para prevenir complicações caso ele nasça antes do previsto - consiste na administração de duas doses espaçadas entre 24 horas de um corticóide, neste caso a betametasona. Fui encaminhada para a urgência para iniciar a maturação e depois para casa.

 A rotina cá em casa mudou drasticamente...

 O Alexandre dorme sempre comigo, para evitar que me levante durante a noite e principalmente porque o pai não está em casa grande parte dela. De manhã visto-o ainda no quarto, descemos juntos para a sala onde tomamos o pequeno-almoço, e ele depois segue para a escolinha com o pai. Eu, fico deitada no sofá o resto do dia, levantando-me somente para ir ao WC ou para ir buscar comida... Já não cozinho nada, não faço lida doméstica a não ser dobrar a roupa quando estou no sofá. O Alexandre regressa depois de jantar e tomar banho nos avós, altura em que brinca um pouco na sala e depois vamos para a cama dormir (ele vai, eu lá ficou várias horas acordada). Brincar com o Alexandre é difícil porque ele quer dançar, brincar às escondidas, correr e eu mal tolero ficar sentada no chão ao pé dele... tenho-o convencido a montar puzzles no sofá ou a ler histórias na cama. Não é a mesma coisa, mas pelo menos sempre é algo que lhe dou.

 Já estou mais do que saturada desta rotina claro, mas sei que é necessária se queremos garantir que este pequeno aguente mais umas semanas. Mas ainda há tanto por fazer. Tratar de roupa, preparar as malas para a maternidade, preparar o berço e a cadeirinha auto... Já para não falar que queríamos fazer a mudança para a casa nova mas comigo a um canto e com o pai a assumir os cuidados do Alexandre muito mais tempo, não lhe deixa grande manobra para fazer as remodelações em falta para nos mudarmos. Parece que os planos nos saíram todos furados.

 E curiosamente, não sei se é por estar mais tempo de repouso, que agora tolero menos andar e subir/descer as escadas. Parece que fico com o dobro do peso quando me levanto e a barriga endurece automaticamente. Também as contracções surgem em algumas dessas alturas mas felizmente auto-limitadas e de fraca intensidade, pelo que as interpreto apenas como uma preparação para o grande momento. Esse que tanto queremos adiar.

 Não sei quando chegas filho, mas a mamã anseia que permaneças mais um pouco no forno para chegares sem problemas... só mais umas semanitas.

Kiss Kiss,
Catarina R.
Olá pessoal,

 Como muitos de vocês devem saber, o bebé número 2 está a caminho e estamos todos muito ansiosos por o conhecer. A Catarina tem andado bem, embora já em casa, mas ela já falou disso aqui no blog e vai dando mais detalhes no nosso instagram. Mas havia uma coisa que ela queria fazer, que não teve oportunidade na gestação do Alexandre, um Baby Shower. Infelizmente não pode fazer grandes esforços, então juntei-me a uns amigos para organizarmos uma festa surpresa


 Esta aconteceu já algumas semanas, mas queria muito partilhar alguns detalhes com vocês. Não quis organizar uma festa tradicional, com jogos e desafios, apenas quis juntar os amigos mais próximos para um final de tarde com muito convívio, comida e boa música.

 Foi uma complicação programar tudo sem ela desconfiar, já que o ajuntamento se realizou na casa dela e ainda por cima, fui recebendo algumas coisas em casa, das quais eu já vou falar, e que ela viu e me fez inventar algumas mentirinhas 😅😅

 Aqui estão alguns registos fotográficos da preparação e das duas marcas que nos ajudaram: (fotos de telemóvel)


baby shower
 



baby shower


baby shower

baby shower

 Mas correu tudo lindamente e ela só desconfiou quando viu os carros à porta e ainda assim, não sabia bem o que era.
 No dia, foi uma correria e quero agradecer à minha mãe, à Graziela e ao Pedro por me ajudarem com as decorações e alimentos. Não poderia partilhar detalhes deste dia com vocês sem agradecer ao Lidl que nos providenciou toda a alimentação para a festa, assim como um cabaz para a Catarina e o bebe; e à Luso que nos disponibilizou bebidas.
 Outro nome que não posso deixar passar em branco é novamente o da Graziela, à qual tenho de agradecer por ter tratado de todas as fotos e edição, podem conhecer a página dela aqui.


 E aqui está o resultado final:



baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower

baby shower



 Embora esta publicação não seja paga, a realidade é que todos os alimentos e bebidas da festa nos foram oferecidos pelas marcas, às quais tinha de agradecer publicamente pelo carinho. Mas não queria deixar de ser transparente com vocês, e posso vos dizer com toda a sinceridade (quem nos conhece pode confirmar), que oferecidos ou não, teriam sido a nossa escolha e não íamos partilhar com vocês se não fosse assim.


Beijinhos,
Joana R.

Baby Shower

by on September 26, 2018
Olá pessoal,  Como muitos de vocês devem saber, o bebé número 2 está a caminho e estamos todos muito ansiosos por o conhecer. A Cat...
 
primeiro dia de escolinha

 
 Há um ano atrás ele estava em casa connosco. Os dias eram divididos entre os meus turnos e o trabalho do pai. A certa altura, com muita ajuda da avó paterna. Até que chegou o dia em que isso mudou.
 
 Eu troquei de emprego (leia-se na minha profissão que mudei de serviço), algo que ambicionava há muito tempo mas que exigiu mudanças na rotina. Passei a ter fins de semana em casa e a trabalhar 8 horas entre as 8h e as 20h. Ah, e feriados em casa também. Não é que procurasse este horário fixo mas é simplesmente maravilhoso poder ter uma vida dita “normal”. A juntar a esta mudança, o Paulo recebeu a notícia que no prazo de uma semana seria finalmente intervencionado às suas costas. Ora de repente, o principal cuidador do Alex na minha ausência estaria "inop" durante 1 mês pelo menos, e uma solução era necessária com urgência.
 Na semana em que decorreu a cirurgia (já agora, correu tudo bem e descobri que tenho um wolverine em casa que cicatriza super rápido), conseguimos gerir a situação com apoio da minha mãe e irmã. Isto porque tínhamos algo pensado que não se concretizou. Entretanto vi-me imersa entre contactos com amas e creches e a desesperar cada vez mais. A certa altura dei por mim a chorar ao telefone com a minha mãe porque não sabia o que iria fazer e não tinha 600 euros para dispensar assim do pé prá mão (sim, médias de 400 euros de mensalidade e pelo menos mais 200 euros para inscrição e seguro). Do nada, tropecei numa creche num daqueles sites em que contêm tudo o que é instituições registadas, mas que não tinha qualquer outro registo online (já estava tão habituada a ir ver o site ou a página de Facebook). Vi a localização – mesmo a caminho do trabalho -, liguei a confirmar alguns detalhes... voz simpática e convidativa, forneceu todas as informações que pedi (mais de metade dos espaços recusaram-se a dar informações pelo telefone, nem sequer falavam nos rácios de funcionários quanto mais em valores de mensalidade) e agendei uma visita no próprio dia. Antes de sair de casa, aproveitei para sondar sobre o que outros pais falavam sobre o espaço e entre fóruns e grupos de Facebook nada a apontar de errado, antes pelo contrário.
 
 Fui visitar o espaço, já mesmo em cima da hora de saída e já sem crianças a encher as salas de gargalhadas e brincadeiras... mas ainda assim gostei tanto! Não é um espaço moderno, são duas salas para faixas etárias específicas, um refeitório e uma casa de banho. De imediato, quando entrei e me foi apresentado o espaço, pensei “isto faz-me lembrar a minha creche” e um sentimento de nostalgia e bem-estar entranhou-se. Trouxe toda a informação extra necessária, ainda falei algum tempo com a responsável e disse-lhe que tinha outras visitas agendadas, mas acho que parte de mim já tinha tomado a decisão. Depois de falar com o Paulo, ele disse-me “Paixão, se gostas do espaço, se empatizas-te com as pessoas, go for it! O Alex não precisa de grandes modernices, precisa mesmo é de ser feliz e estar bem!”. E é mesmo isso que queremos. No dia seguinte voltei com o Alexandre para preencher a papelada e rapidamente ele foi brincar com os outros meninos, sempre a confirmar se a mãe estava na zona.
parque infantil
 Para já ele chora a ir mas sai feliz e contente. Aliás, o choro foi em crescente todos os dias, sendo que no último começou no carro! Já hoje foi um choramingar intermitente. Já contamos com uma ida à urgência pelo provável contato com estes novos bichos do infetário, mas nisso falarei mais tarde. Somando tudo, estamos todos felizes... especialmente ao final do dia quando nos juntamos em casa :)
 
 Quem mais passou por estas mudanças? Quem espera pela entrada no pré-escolar ou escolar mesmo?
 
Kiss kiss,
Catarina R.

ao colo da avó materna no 1º aniversário

 A logística familiar era algo que me preocupava a partir do 10º mês do Alexandre (porque tive com ele em casa até aos 10 meses por opção). É normal, principalmente em pais de primeira viagem, estarem preocupados como vai ser gerir o seu dia-a-dia, que de repente leva uma volta de 180º. A verdade é que a presença próxima de avós disponíveis facilita-nos em muito.

 Ambos os nosso pais trabalham, mas até horas normais (ou 17h ou 18h). Os meus sogros vivem a metros e os meus pais a 10 minutos de carro, por isso a nossa área de apoio é fantástica. Eu trabalho actualmente por turnos de 12 horas, o que incluí fazer manhãs das 8h às 20h e noite das 20h às 8h. Por norma não descanso antes das noites, só quando o Alexandre faz a sua soneca grande (o que é raro, geralmente demora 1h30m a 2h), porque aproveito sempre para fazer algo enquanto dorme. Nem descanso logo a seguir de sair às 20h. O horário de saída nem sempre é certo (ainda a semana passada cheguei 21h40m a casa e trabalho a 7 minutos de casa) tanto para mim como para o pai, e por vezes acaba por ficar mais tempo nos avós.

 Não era de todo o meu objectivo que ficasse tanto tempo, mas às vezes a vida não colabora. E se antes de ser mãe julgava facilmente os pais que deixam os pequenos nos avós ou creches, as minhas mais sinceras desculpas... não sabia melhor. A logística familiar é complexa e por vezes sinto-me a fazer ginástica artística sem antes ter feito o aquecimento. E isto digo eu, que tenho o apoio dos avós e um pai que fica com o pequeno quando estou a trabalhar ou fico eu enquanto ele trabalha.  O Alexandre não está ainda numa creche por iniciativa nossa, porque a nossa logística familiar nos permite outro acompanhamento e disponibilidade. Mas se calhar para o ano irá mudar.

 Tiro o chapéu aos pais que não têm apoio familiar perto e que, para além desta logística, têm que fazer uma ginástica no orçamento dado as contas dos infantários. Numa era em que se pretende estimular a natalidade, continuamos com poucos apoios aos pais e filhos, informação escassa e dispersa... nesta procura de mais informação, encontrei dois sites com informação pertinente para nós pais, que acho que deveriam conhecer:

O guia Tenho uma Criança no Portal do Cidadão

 Para o ano planeamos o ingresso no Jardim de Infância, não tanto por nós mas mais por ele e pelos aspectos positivos que advêm das actividades em grupo e contacto frequente com crianças da sua idade, por isso estamos agora a sondar possibilidades e ver o que o nosso orçamento nos permite. Vocês como gerem o vosso dia-a-dia? Têm apoios? Contem-me tudo, é com partilha que vamos conhecendo alternativas positivas.

Kiss Kiss,
Catarina R.



 Hello pessoal,


 Estivemos no Showroom da Philips no início deste mês a conhecer as novidades para este Natal. Há produtos para ela, para ele, para os miúdos... mas vejam em detalhe as novidades que seleccionamos para vocês e que poderão ser opções de prenda este Natal.

 Iluminação Inteligente


 Há um ano que utilizamos o sistema Philips Hue cá em casa. Lentamente vamos modernizando a nossa casa, tornando-a mais acessível e inteligente, e começámos esta mudança com sistema de iluminação inteligente. Como é um sistema que requer algum investimento económico, para já temos apenas na sala e na cozinha. Através de uma aplicação no telemóvel é possível controlar intensidade e cor, criando ambientes de acordo com o vosso mood. Se gostarem do tradicional botão na parede também é possível, sendo também um comando, mas apenas será possível controlar a intensidade da luz, ligar ou desligar e alterar entre ambientes pré definidos. Para tudo isto é necessário ter um Hue Bridge que estabelece a ligação com as lâmpadas Hue ou candeeiros Hue. A nova adição a esta gama é o Hue Go, um pequeno candeeiro que é também portátil,  podendo alterar cor e intensidade da luz, com uma autonomia até 4 horas (p.v.p. 79,90€).



Para os miúdos


 A Philips uniu-se ao mundo fantástico da Disney, e dessa colaboração surgiram várias novidades na área de iluminação que vão encantar miúdos e graúdos.   Desde máscaras as 3D do Homem de Ferro ao  (p.v.p. de gama a partir de 21,95€), passando por uma gama inteira dedicada ao Star Wars com lanternas, projectores e mais (p.v.p. a partir de 8,95€). Existe também um candeeiro portátil, o Softpal, criado especificamente para os mais pequenos. É suave ao toque, não aquece, resistente a quedas e até à exploração bucal (p.v.p. a partir de 16,99€).



Para ele


 Senhores fanáticos pelo Star Wars e que gostam de ter uma barba bem aparada, surge agora uma gama de máquinas de barbear para os mestres desta arte, inspirada no próximo episódio da saga, Os últimos Jedi. Sãos quatro modelos com um design apelativo, uma pega estável e com cabeças que se modelam ao rosto (p.v.p. a partir de 109,99€).



Para ela


 Fica já a dica para quem está a ler este post, eu quero uma Satinelle Prestige. Uma depiladora que remove até o pelo mais fino, seco a húmido,  com 9 acessórios que permitem uma rotina personalizada 5 em 1, agora também um disco rotativo para cuidar dos nossos pés (p.v.p. 144,99€).

 Para continuarmos lindas, a Philips lança um modelador de cabelo Stylecare multiusos que permite alisar ou encaracolar. Vem acompanhado de um guia com 10 sugestões de penteados e três acessórias (elásticos e uma agulha magica, p.v.p. 39,90€).


Para os bebés


 Sou fã da Philips Avent desde o nascimento do Alexandre. Desde as chuchas até à bomba de extracção de leite, são vários os produtos que uso e recomendo. Este Natal a Philips lança uma pequena novidade que me teria dado um jeitão nos primeiros meses de vida do Alexandre. As novas chupetas UltraSoft vêm agora numa pequena caixa que permite guardá-las em segurança mas também funcionam como recipiente esterilizador, com recurso a água e um microondas (p.v.p. 11,90€).




 Há também dois conjuntos de oferta com dois biberões e duas chupetas, no modelo clássico e natural (o meu preferido), com uns desenhos amorosos e unissexo (p.v.p. 24,99€). Não há cá azul-menino ou rosa-menina, o que é uma lufada de ar fresco ao nível de oferta.
 Estas são as novidades que captaram a nossa atenção,  mas existem vários ao nível da casa como ferros de engomar com tecnologias fantásticas (não queimam a roupa se deixaram o ferro esquecido em cima dela acidentalmente ou libertam vapor consoante o vosso movimento e velocidade) ou uma liquidificadora que faz uns verdadeiros smothies a 45000 rpm.
Podem encontrar estas e outras novidades na maioria das grandes superfícies e aproveitem, vem aí a Black Friday, pode ser que haja mega descontos!


Kiss kiss,
Catarina R.



 Seremos apenas nós a ter este problema?

 As manhãs, em particular as primeiras duas horas, são sempre complicadas... o Alexandre acorda cheio de energia, bem disposto, a pedir um queque ou um iogurte. Eu acordo a meio de um ciclo, para variar. Sinto-me grogue, às vezes não sei se estou na nossa cama ou no sofá (às vezes penso que adormeci no trabalho, dependendo do tipo de sonho que esteja a decorrer), e começo a tentar convencê-lo a dormir mais um pouco. Consigo-o por mais 20 ou até 40 minutos mas de repente acabou. Dá voltas na cama em cima de mim, destapa-me (odeio que o façam) e começa a empurrar-me para fora da cama. Quando começa a falar no pai (que geralmente adormeceu no sofá a trabalhar até tarde) já sei que não há volta a dar.

 Saímos do quarto, ele a pedir colo e eu a pedir a todos os santos que não me espete das escadas abaixo. Digamos que não sou a mestre do equilibrismo, leia-se andar direita, quando saio da cama assim "obrigada". Chegamos à sala e a primeira coisa a fazer é alimentar a criança... desde que ficou doente em Agosto/Setembro que gosta muito de queques, em particular dos queques embalados individualmente do Lidl. De vez em quando lá vai um. Mas agora tenho-o convencido a comer um iogurte e depois uma torradinha, um uma fatia de pão com queijo.

 Estas últimas manhãs em particular foram ainda mais difíceis porque deitei-me a tarde e más horas... Descobrimos uma nova série no Netflix e estamos a ver vários episódios seguidos. E quanto mais avançamos, maior é o "cliffhanger" no final do episódio. Mas felizmente, agora que já não amamento, voltei ao café. E o Double da Delta Q tem sido a minha salvação. Café com extractos de ginseng e guaraná. Depois do café já me sinto mais "eu" e estou pronta brincar, arrumar, entreter, bloggar, o que for preciso. 

 Como são as vossas manhãs? Estratégias que têm para acordar bem? Metem despertador antes dos miúdos ou aproveitam até ao último minuto?

Kiss kiss,
Catarina R.
maternidade

 Nunca viajei só com amigos. Quando o fiz fui sempre acompanhada pelo namorado e foram raras as vezes. Infelizmente começar a trabalhar e a pagar o curso não nos deixa grande margem financeira para aventuras. Comecei a trabalhar em duplo, não porque queria ir viajar mas porque precisava do dinheiro para sobreviver. A certa altura, com a vida mais equilibrada, comecei a planear uma viagem a Paris com os meus melhores amigos, o André e a Ana. Setembro de 2015 era o objectivo. Bem, engravidei e o Alexandre nasceu no final de Agosto, por isso essa viagem não se concretizou. No entanto, acabámos por ir todos a Paris, viagem divertida mas com os seus momentos stressantes.

 A semana passada dei por mim a pensar na viagem a Paris que tínhamos inicialmente planeado. As viagens continuam baratas, estadia não seria uma questão, e poderia ver Paris com mais atenção. Adorei a cidade mas a certa altura estava tão cansada de toda a logística do carro do bebé (contam-se pelos dedos de uma mão as estações de metro com acessos), preocupada que ele dormisse, comesse, fizesse cocó, que desliguei de uma série de coisas. Pensei agora, porque não fazer um fim-de-semana com eles? 

 Não é fácil. Primeiro há o sentimento de culpa que é imputado pela sociedade. "Queres viajar e deixar um filho pequeno cá?", "Tivesses pensado em viagens antes de o ter", "Não deves viajar sem o teu filho, já sabias para o que ias quando o tiveste". "És uma mãe irresponsável ao pensar viajar sem o teu filho". São os comentários mais simpáticos que vejo pelas redes sociais. Segundo, existe a opinião (importante) da família. Apenas partilhei esta ideia com o Paulo e com os amigos em questão. Pelo o Paulo não irei. "Ok podes ir... mas daqui a uns quero ver-te a dizer ao Alex que foste à Disney sem ele". E embora não o tenha dito descaradamente, acha que é uma irresponsabilidade fazê-lo. Mas curiosamente acha que pode ir uma semana para a terra com os avós que fica a 4 horas de distância de carro, sem qualquer problema.

 Com isto não venho tentar desculpabilizar-me ou pedir "pancadinhas nas costas" de apoio. Quero perceber de facto como outras mães fazem a gestão dos seus desejos, necessidades face às da sua família. Acredito que haja sacrifícios a fazer em prol do bem-estar dos nossos filhos. Mas o nosso bem-estar é igualmente importante, o mesmo reflecte-se no nosso dia-a-dia, na forma como cuidamos de nós e dos que nos rodeiam. Porque uma mãe feliz tem muito mais paciência e disponibilidade do que uma mãe cansada e infeliz. Compreendo que há mães que não o fazem. Porque simplesmente não sentem essa vontade ou porque o vêem como um sacrifício para os filhos e não o fazem. Seja qual for a razão, não as condeno. Estamos todas no mesmo barco da maternidade, umas toleram melhor a turbulência que outras.

 Contem-me, quem passa ou passou pela mesma situação?



Kiss kiss,
Catarina R.

(foto da primeira noite na cama...)

 Tinha tudo para correr bem. Tirando que ficou doente e acordou várias vezes durante a noite nos primeiros dias (o que antes já fazia no nosso quarto). Mas a coisa foi melhorando e passou apenas a acordar perto das 8h da manhã, altura em que o trazemos para a nossa cama para fazer a ronha matinal. O que eu não contava era que, depois de fazer duas noites seguidas e até ter dormido durante o dia, dormir completamente ferrada ao ponto não o ouvir. Pois é. O Paulo levantou-se pelo menos três vezes, uma das quais teve que lhe dar colo para o acalmar. Conclusão: não posso fazer noites! Acham que o argumento pega com o meu chefe? Depois deste incidente, acordo com qualquer barulho, parece que voltei aos tempos dele de recém-nascido e eu recém mamã. 

 Adormecê-lo no quarto tem sido tarefa complicada, porque ele vê-o como um parque de diversões. Esconde-se atrás da cadeira, pula em cima da cama, faz corridas de carros no tapete... convencê-lo a estar quieto é que é difícil! Mas o Paulo adoptou a técnica de o ir acalmando com uma playlist de Lullabies do Youtube (eu hoje do Spotify) e não é que resulta? 

 E agora falando daquela questão contraditória que me deixa ainda com um sentimento incerto... o dormir nos avós. Tenho plena confiança, mas sinto um friozinho na barriga. Para já dorme apenas nos pais do Paulo quando eu vou trabalhar ou, como hoje, que vamos estar com amigos até tarde e assim que acordar cedo iria para os avós... não nos faz sentido estar a tirá-lo da cama, do quentinho só para nosso conforto. Tanto quanto sei, tem corrido bem. Apenas uma vez chamou por mim durante a noite. E a primeira noite que lá dormiu, foram 9 horas seguidas, coisa que já não fazia há um mês.

Contem-me, como acalmam os vossos pequenos durante a noite? E já dormiram fora de casa?

Kiss kiss,
Catarina R.


 Eu sei, eu sei... mas não resisto em dizer, COMO O TEMPO VOA! A sério, lembro-me perfeitamente do nascimento deste pequeno traquina, até do cheiro (sim, continuo fixada naquele cheiro de bebé acabado de nascer) e já anda, fala, faz asneiras, dá mimos... maravilhoso.


da decoração do 1º aniversário, que ainda se mantém no espelho... 

 O dia do aniversário foi um dia só nosso, a três. Estávamos de férias, aliás, eu estava de férias porque como o Paulo trabalha por conta própria o regime de férias dele acaba por ser "quando dá" (e este ano não deu), mas decidimos que não íamos fazer grandes alaridos no dia. Decidimos apreciá-lo, sem pressas. 

 Fomos lanchar ao McDonald's de Oeiras (é o nosso preferido, seja de verão ou inverno). Sim, o Alexandre já conhece "Mc". Mas a verdade é que não o conhece como eu ou o Paulo o conhecemos há 20 anos atrás... Deu três dentadas num Cheeseburguer, bebeu água e comeu pedaços de maçã. Por engano deram-nos batatas fritas mas nem é coisa que ele aprecie. Uma vez não são vezes, já dizia a minha mãe... Bem, mas para além deste ser o nosso preferido, à beira mar, tem também um parque infantil perfeito para o Alexandre! Foi uma festa claro. Tem espaço para miúdo até aos 6 e até aos 12 anos, e com aquele chão esponjoso perfeito para os trambolhões.

tivemos a oportunidade de ver as lontras a ser alimentadas... foi um festim para todos!

 Depois da brincadeira decidimos ir ao Oceanário. Coisa que provavelmente já vocês fizeram com os mais novos, mas senão, vão. Vale cada cêntimo. Não vi um miúdo que não estivesse extasiado com o ambiente e claro, com o aquário principal. O Alexandre não foi excepção, e vibrava com cada novo aquário que aparecia. Mas tanto ele como eu ficávamos "presos" no aquário principal". Comprámos os bilhetes online (sem mais barato), o que incluí obrigatoriamente a exposição temporária. Gostei do espaço, do ambiente mas para o Alexandre e para o Paulo estivemos só lá 1 minuto. Com miúdos pequenos acho que não compensa. Já a exposição permanente é espantosa, não é à toa que muitos classificam o nosso Oceanário como o melhor.


 Foi um dia muito bom, e o melhor de tudo, acho que ele estava feliz! 

Kiss kiss,
Catarina R.


 Amanhã regresso ao trabalho depois das férias. Nunca nos apetece, é verdade... apenas no meu primeiro emprego como enfermeira, sentia sempre vontade de voltar depois do período de férias grande. Mas nos últimos 5 anos, as férias sabem-me sempre a pouco. Este ano em particular porque não conseguimos "fazer férias", não fugimos à rotina para um sítio calmo como tinha planeado, nem passámos mais tempo juntos... quando um de nós trabalha por conta própria, a coisa muda de figura. Ainda assim, passei mais tempo com o Alexandre.

 Foi maravilhoso e cansativo. Só tenho um pequeno, mas pouco ou nada consegui avançar em casa. E infelizmente ficou doente, com febres altas, o que o deixou ainda mais dependente de mim (já passou e não foi nada de grave). Tinha planeado fazer uma série de pinturas em casa e arrumações, que ficaram logo postas de lado. Paciência, mais tempo virá, e ao menos tive uma dose generosa de amor do meu pequeno 24/24.

 Amanhã regresso ao trabalho. Não é só o regresso a uma rotina inconstante e cansativa que me preocupa. O que me preocupa é que vou passar a fazer turnos de 12h (que implicam 13h fora de casa, quando não é mais) e noites. Vou sair de casa mais tardar 7h30m para chegar 20h45m ou 21h, cansada e provavelmente com pouca tolerância. E vou passar as fazer noites, em que preciso de descansar de véspera e no dia seguinte, em horário útil... Basicamente vou voltar à realidade de uma enfermeira. Trabalho por turnos, fins de semana, feriados e épocas festivas.

 Enquanto não tinha filhos, trabalhava até mais horas, fazia "horários malucos" em que trabalhava 70 ou 80 horas por semana. Perdia épocas festivas, encontros de amigos, almoçaradas e jantaradas... agora não me passa pela cabeça perder o tempo com os meus, principalmente com o meu filho. Tenho que trabalhar, com certeza, até porque é algo de que gosto. Mas temo que este ritmo irá dar cabo de mim...

 Legalmente há artigos que nos suportam, embora ainda não tenha estudado bem essa questão. A ver vamos como corre esta introdução à realidade de uma enfermeira... e logo verei o que fazer, o que for melhor para o Alexandre.

 Por aí alguém que passe pelo mesmo?

Kiss kiss,
Catarina R.