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 Já não é novidade que fiz uma sessão fotográfica nesta gravidez, foi uma das prendas que recebi no baby shower. Confesso que não ansiava fazê-la mas no final adorei. Foi um pouco cansativo para mim, dado que já estava de 31 semanas e a tolerância a que tinha para o esforço de estar de pé era pouca... mas pelo resultado final valeu bem a pena. Senti-me bem, mimada até. Foi engraçado tentar recrutar o Alexandre para participar mas a certa altura pensámos, não vale a pena forçar, e tudo foi fluindo mais naturalmente e ainda conseguimos algumas fotos engraçadas com ele. Não foi sessão de família completa porque o pai não alinha nestas coisas, não tem de todo paciência para fotografias nem muito liga a elas... por isso fui só eu e o Alexandre, tirando algumas finais com a minha irmã e mãe.

 Da primeira gravidez não fiz sessão, e não me arrependi. Agora depois de ter feito esta confesso que me arrependo... adoraria ter fotografias deste género mas agora já sei e acredito que é um investimento que vale a pena. Esta sessão foi feita pela Graziela Costa, e podem ver o seu portfólio por aqui. Ela deixa-nos super à vontade, vai dando sugestões e tem em atenção aquilo que procuramos... se não tiverem ideias não se preocupem porque ela tem imensas e como podem ver pelas fotos abaixo, são enquadramentos lindos.

Tenho uma boa quantidade de fotos mas para não vos massacrar deixo-vos com as minhas preferidas, podem ver a sessão  completa aqui.









 São algumas das minhas fotos preferidas, espero que gostem e que passem pelo portfólio  da Graziela para ver mais do seu trabalho.

Kiss Kiss,
Catarina R.
repouso total

 A semana passada fiz a eco das 32 semanas, de vigilância para monitorizar o crescimento deste rapaz, ou será melhor dizer, rapagão. Está no percentil 90, e como a obstetra me diz, todo ele é grande (ao menos é proporcional pensei eu). Até aqui tudo bem, apesar do tamanho grande, estruturalmente tudo normal com ele e com o meio onde está (claro que não é o ideal este percentil mas uma consequência provável das minhas glicémias menos controladas entre as 28 e as 32 semanas) tirando claro, o colo do útero. Apesar de uma das razões que motivou a minha ida cedo para casa ser um colo curto, parece que é preciso sempre relembrar a questão quando vou fazer as ecos... a médica nem ia fazer a medição, estava a comentar que tendo em conta a posição cefálica dele já era difícil de avaliar assim, até que eu comentei que há menos de 2 semanas era de 22 mm (avaliado na urgência na sequência de uma reacção alérgica que não consegui identificar origem mas que me provocou contracções). Abriu bem o sobrolho e disse que seria melhor avaliar. E pois foi. Em 13 dias passou de 22 mm para 12 mm... ora aquilo que separa o Vicente do resto do mundo era nada mais nada menos que cerca de 1 cm, o que aumentava substancialmente o risco de parto prematuro. Surge então a indicação para repouso total e fazer a maturação pulmonar para prevenir complicações caso ele nasça antes do previsto - consiste na administração de duas doses espaçadas entre 24 horas de um corticóide, neste caso a betametasona. Fui encaminhada para a urgência para iniciar a maturação e depois para casa.

 A rotina cá em casa mudou drasticamente...

 O Alexandre dorme sempre comigo, para evitar que me levante durante a noite e principalmente porque o pai não está em casa grande parte dela. De manhã visto-o ainda no quarto, descemos juntos para a sala onde tomamos o pequeno-almoço, e ele depois segue para a escolinha com o pai. Eu, fico deitada no sofá o resto do dia, levantando-me somente para ir ao WC ou para ir buscar comida... Já não cozinho nada, não faço lida doméstica a não ser dobrar a roupa quando estou no sofá. O Alexandre regressa depois de jantar e tomar banho nos avós, altura em que brinca um pouco na sala e depois vamos para a cama dormir (ele vai, eu lá ficou várias horas acordada). Brincar com o Alexandre é difícil porque ele quer dançar, brincar às escondidas, correr e eu mal tolero ficar sentada no chão ao pé dele... tenho-o convencido a montar puzzles no sofá ou a ler histórias na cama. Não é a mesma coisa, mas pelo menos sempre é algo que lhe dou.

 Já estou mais do que saturada desta rotina claro, mas sei que é necessária se queremos garantir que este pequeno aguente mais umas semanas. Mas ainda há tanto por fazer. Tratar de roupa, preparar as malas para a maternidade, preparar o berço e a cadeirinha auto... Já para não falar que queríamos fazer a mudança para a casa nova mas comigo a um canto e com o pai a assumir os cuidados do Alexandre muito mais tempo, não lhe deixa grande manobra para fazer as remodelações em falta para nos mudarmos. Parece que os planos nos saíram todos furados.

 E curiosamente, não sei se é por estar mais tempo de repouso, que agora tolero menos andar e subir/descer as escadas. Parece que fico com o dobro do peso quando me levanto e a barriga endurece automaticamente. Também as contracções surgem em algumas dessas alturas mas felizmente auto-limitadas e de fraca intensidade, pelo que as interpreto apenas como uma preparação para o grande momento. Esse que tanto queremos adiar.

 Não sei quando chegas filho, mas a mamã anseia que permaneças mais um pouco no forno para chegares sem problemas... só mais umas semanitas.

Kiss Kiss,
Catarina R.
Hello,

Quem se recorda da gravidez do Alexandre? Fui apelidada de "grávida cadáver" no meu trabalho, tal era o meu aspecto de tanto vomitar... foram vómitos até cerca das 20 semanas durante todo o dia, sendo que geralmente só conseguia tolerar a refeição do jantar. Mas após essa fase, foi até uma gravidez tranquila. Desta gravidez, não vomitei, mas surgiram complicações que não esperava... 



Diabetes Gestacional, uma realidade


 Na 2ª consulta após as análises e eco do 1º trimestre, saio de lá com o diagnóstico de Diabetes Gestacional (ambos os meus pais são diabéticos por isso era um risco que já sabia que corria) e com um glucómetro para fazer medições 3 vezes ao dia. Ajustar a alimentação, que antes da gravidez era já à algumas semanas pobre em hidratos de carbono mas depois de saber da gravidez e dos enjoos todos voltei ao hidratos, porque era daquelas coisas que tolerava comer. Na primeira semana ainda tive alguns valores aumentados mas no final da segunda, consegui estabilizar e perceber os meus limites. Para já, controlados com a alimentação. Implica maior vigilância do crescimento do bebé bem como avaliações mais detalhadas como a eco cardio-fetal pelo risco aumentado de mal-formações pela diabetes.

Em casa desde as 16 semanas...


 Pelas 14 semanas comecei com umas dores estranhas no baixo ventre. Intermitentes, não muito intensas mas bastante desconfortáveis. Pelo final das 15 semanas tive um dia em que começaram logo pela manhã, sendo muito frequentes e mais intensas. Decidi passar pela urgência para despistar o que se passava. Excluí-se infeção urinária, carência de magnésio... tudo indicava que seriam contrações e que deveria de ficar de repouso o fim-de-semana e regressar ao trabalho normalmente na segunda-feira.

 Segunda-feira regressei à rotina e, depois de 4 horas seguidas de trabalho, as dores acompanharam-me desde o acordar, intensificando-se cada vez mais. Depois de sair do trabalho voltei à urgência e mandaram-me 15 dias de repouso para casa, sem me explicarem muito bem o que estaria por detrás das dores. Não fiquei convencida e agendei uma consulta de obstetrícia (não com a minha médica, que estava de férias, mas com uma de confiança), onde fui avaliada dos pés à cabeça. Despistámos outro tipo de infecções ou alterações da flora (por aqui tudo ok), e chegou-se à conclusão que as dores seriam do esforço e de desidratação mas foi descoberto algo mais. Tinha um colo pequeno, borderline. Confirmado com segunda observação médica ainda nessa consulta, o meu colo media 25 mm e teria mesmo que ficar em casa e iniciar progesterona. Fui reavaliada 10 dias depois pela minha obstetra e a primeira coisa que me disse foi "sim, é um colo pequeno mas para já não precisa de ficar internada". "Internada?!?"... ok, não é mesmo nada ligeiro. Estou desde então de baixa em casa com a vida mais limitada... não é repouso absoluto mas não posso fazer a vida normal. Com um colo pequeno há risco acrescido de um aborto tardio ou de um parto prematuro.

 Saio ocasionalmente mas não consigo (e não devo) fazer uma manhã de compras, ou andar a correr atrás do Alexandre. Torna-se muito desconfortável estar sentada no carro mais de 30 minutos ou mesmo sentada numa cadeira para fazer uma refeição. Basicamente, os dias em que me sinto bem são aqueles em que entro em modo "pácha" e não faço mesmo nada, alternando entre estar recostada ou deitada, e aí nem um desconforto ou sensação de barriga rija.


Tentar abrandar e a vida com um toddler


 Não é fácil, é o que vos digo. Dependo muito dos apoios da minha mãe, irmã e sogros. Infelizmente o Paulo foi submetido a uma cirurgia à zona lombar em Abril e também ele tem limitações. O maior problema do Alexandre é não poder dar-lhe colo... pede colo sempre que acorda, e fica sentado abraçado a mim até eu dizer que tem que ir pelo pé dele para baixo, que colo só quando estou sentada. Cada vez pede menos, o que também me custa...

 Tornou-se mais independente e muitas das suas ações e tarefas: entra e sai do carro sozinho, consegue ir ao wc na maioria das vezes só com supervisão, ajuda a sair do banho... aquelas pequenas coisas que se calhar eu estava a adiar inadvertidamente.

 Mas os momentos mais complicados são as birras. Parece que de repente se tornarão mais frequentes. Não sei se por estas alterações na sua rotina ou se por estar grávida, mas o que é certo é que se afincaram.


Estamos a caminho das 23 semanas e ainda nos falta um longo caminho para percorrer, mas com algum cuidado e paciência, tenho fé que irá correr tudo bem. Se tiverem alguma questão a fazer sobre o assunto, façam-no nos comentários :)


Kiss kiss,
Catarina R.



 Hello,

 Já devem ter percebido pelo post de ontem no Instagram e Facebook que a família está a crescer... para os mais distraídos, estou grávida!

 É um bebé muito desejado... estivemos quase um ano a tentar engravidar, sem sucesso. Fosse o stress, o cansaço, o facto de ainda amamentar - há esse mito que embora não acredite, acredito sim que as hormonas estão alinhadas para outras funções que as da concepção - a coisa não se deu. Foi preciso mudar de vida profissional, ganhar outra rotina familiar e desistir para este pequeno milagre se dar. Sim, já tínhamos desistido e tinha decidido investir em mim ao nível profissional, quando engravidei.


 Foi a um sábado de manhã, com o Alexandre na casa-de-banho comigo a fazer o seu xixi matinal que descobri que estava grávida. Nem acreditava, sinceramente. Achava que as minhas náuseas e cansaço eram transitórios associados a noites mal dormidas e qualquer coisa que tinha comido, até porque o Paulo também tinha passado o dia anterior nauseado. Mas aqueles dois risquinhos vieram dizer que não. Depois de dar a notícia abruptamente a um pai adormecido no sofá (qual surpresa ou cerimónia para anunciar a notícia), ficámos os dois em transe a pensar "e agora?". Não que se pusesse outra hipótese que não criar este bebé, mas a nossa vida mudou (novamente) naquele momento, quando já tínhamos todo um projecto diferente delineado.

 Bem, acredito que as mudanças repentinas e com efeito de mudar de vida são boas, pelo menos para nós têm sido e acredito que com este bebé não será diferente. Saber que estava grávida do Alexandre levou a que o projecto de trabalho do Paulo crescesse brutalmente e que eu mudasse a minha forma de estar na vida em muitas coisas. Por isso acredito genuinamente que este bebé vai chegar no momento em que deve chegar.

 Claro está, comigo não há mar de rosas na gravidez. Não, não sou a grávida cadáver como me apelidavam durante a gravidez do Alexandre tal era o estado em que tinha chegado de tanto vomitar. Mas a verdade é que esta também não está a ser linear. Mas para já não me alongo sobre a parte chata e menos "feliz" da gravidez. Foco-me nesta boa nova, ESTOU GRÁVIDA!

Kiss Kiss,
Catarina R.
grávida barriga


Será que sou a única? Volta e meia bate uma saudade da minha barriga...

Acho que foram poucos os momentos em que achei que a barriga estava demasiado grande e incomodava. Só sentia saudades de dormir de barriga para baixo ou de me deitar a apanhar sol, algo que tentei fazer na praia em que tive um buraquinho escavado à medida da barriga mas o Alex não gostou da posição!

De resto, era tão bom... Pensei que ficasse maior no final mas o rapaz não me quis dar muito trabalho. E não fiquei com uma estria. O segredo foi muito mas muita hidratação, desde os cremes especialistas ao mais comum.

Quem mais com saudade do barrigão? Ou desesperaram até à "due date"?


Kiss Kiss,
Catarina R.